segunda-feira, 21 de abril de 2008

Um viagem inesquecível!

São Paulo, 1987.
Madrugada. Escuta-se um Zum-Zum-Zum atípico do lado de fora do hotel, e AnaT, curiosa como só ela, foi correndo pra janela saber o que estava ocorrendo na Av. Paulista de diferente às 2h da manhã.
Tudo escuro propositalmente, AnaT só escuta alguém gritar lá do outro lado da rua, escondido atrás de uma árvore:
- Sai da janelaaaa! Sai da janelaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! - Um grito cada vez mais alto e com um tom de ordem cada eco pior. E ela, por jamais imaginar que aquilo talvez fosse com ela, ali continuou.
Só depois de alguem tempo escutando aquela ordem, por fim AnaT se tocou, e deitou-se na cama, já nervosa, embrulhou-se até a cabeça, e disse pra sua marido e sua irmã:
-Acho que tá acontecendo alguma coisa lá fora. E logo escutou-se na porta!

TOC TOC TOC- Abram a porta, é a Polícia!

-Ha? Ai meu Deus, meu Padre, minha Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, o que é isso?! - Dizia sua irmã que morre de medo de qualquer coisa.
-Eu acho que tá tendo assalto no hotel- disse ela.
PauloM, o marido, levanta-se da cama como quem corre do diabo e diz que NINGUEM vai abrir a porta. Os dentes de AnaT batem-se uns nos outros, tectectectectectec; e C.Maria desatina a chorar. Ouve-se claramente vários passos no corredor, um Zum-Zum-Zum maior ainda, e mais uma vez:

TOC TOC TOC - Abram a porta, agora!

Mas graças a qualquer santinho que AnaT e C.Maria tenham invocado, alguém grita:

-Aí tá tudo bem, é uma família, tem crianças.

E por algum motivo, aqueles barulhos, os passos pesados, os cochichos diminuiram com o passar das horas...
PauloM dá uma ordem:

-Arrumem as malas que amnhã nós vamos embora.
Vapt-Vupt, o dia amanheceu e PauloM, desceu par descobrir o que estava acontecendo e para fechar a conta do hotel, volta contando que haviam assaltantes no Hotel, e que haviam matado um por lá. Não deu nem 5 min, estavam todos na rua, caminhandoaté a estaçao de metro mais próxima, cada um com 2 malas nas maos, nas costas, onde quer que seja, para chegar a Rodoviária.

Primeiro onibus pro Rio de Janeiro. Ufa, já ouvia-se o alívio.
Depois de 1h de viagem, deparam-se com um típico engarrafamento paulista, havia caído uma parte da estranha e estavam tentando fazer um desvio.
Depois de quase 3 horas dentro do onibus, com fome e sede, todos já eram amigos, cantavam pro tempo passar... mas nada da barreira.
PauloM e outros homens, decidiram que iriam sair pra procurar alguam taberna ou qualquer comida.
Depois de andarem quase 2km, voltam somente com babanas, verdes, diga-se de passagem, que conseguiram roubar de um caminhão que também estava parado no engarrafamento.
Cansados e tristes, eeeis que surge uma idéia brilhante do motorista, de voltar pela pista contrária, caso todos aceitassem.
1, 2, 3 e já. O motorista habilidoso como só eles fez os "diabo" pra passar por aqueles carros, pedindo com muita paciência que todos colaborassem, enfim, estavam eles vontando na contra mão pra dentro da cidade, para pegar outro caminho.
Depois de 9h de viagem, chegaram ao Rio de Janeiro, pararam na casa do motorista e todos desceram pra conhecer sua família.
E no final da outra noite, fizeram um cotinha pra pagar o guaraná do Herói da semana!

Baseado em fatos reais; vivida pela minha família.

p.s: desculpem os erros, to sem net, e super com pressa.

10 comentários:

Nadezhda disse...

As histórias baseadas em fatos reais são a smelhores (e inesquecíveis também).

Conheço várias, que contando, parece até mentira.

;)

Ariana disse...

Nossa! Essa história parece aquelas de filmes policiais!
uhsushsushush

Então tu gostou do novo visu do meu blog?
Tu sumiu, to com saudades de conversar contigo!

Beijão

Otima semana!

Liz / Falando de tudo! disse...

Estou passando na tentativa de conhecer novos blogueiros, pois adoro visitas de pessoas diversas, principalmente gosto de opiniões diferentes sobre meu blog, venha me visitar, quem sabe a gente não fica trocando comentarios, não é mesmo?

Tentei fazer minha inscriçao pra fazer uma tevezinha igual como você fez, masi nao consegui, podes me dizer como se faz?
merci!

Enxaqueca disse...

Que história incrível, guapa!!!!

Saudades de ler as suas histórias, viu?

E eu estou sem tempo para histórias legais... Então, estou no meu outro blog, vez por outra, pingando umas poesias... =)

Passa lá se der!

Besos...

Luifel disse...

Moça, realmente as histórias que se vivem nessa insana cidade de Sampa são realmente crônicas cotidianas...

Mas referindo-se ao que vc me comentou sobre o novo, o que o novo trás de bom é que ele é sempre uma caixa de surpresas cheia de coisas boas e até mesmo surpreendentes. Cabe a cada um de nós saber dirigir as "surpresas" dessa caixa pro nosso proveito.

Eu, to ficando doido com tudo o que esta acontecendo, mas isso é pssageiro, é o q digo pra mim e repito pra vc.

Acho que to falando demais né?

Bjs moça!:P

PS: Luifel e um apelido meu!

Paulo disse...

Essa história foi de arrepiar!

Beijos!

O Pequeno Diabo disse...

q historia...

meu deus, viagem complicada hein...

mas tah valendo

hhaauuahua

xx

candy disse...

MAs que coisa!!!
imagina o desespero da familia
credo!
bom que nessas horas mais dificeis todos ficam proximos né?

a senhorita anda sumidinha...
ocupada demais?

;**

Kamilla Barcelos disse...

Mas que viagem!!
Merecia um post mesmo, para partilhar com os blogueiros mesmo!

Rafaella Rodrigues disse...

sem net...
somos duas!
BjUU