Flauber – O primeiro menino por quem me interessei. Acho que estava na 4ª serie. Era bem novinha e nem devia entender essa coisa de amor, mas gostava dele. Do jeito meio irônico de me tratar, a implicância – aquela coisa de cão e gato. Durou muito tempo aquela sensação de friozinho na barriga, a ansiedade pelo o que ele teria escrito na minha agenda, ou se ele ia sentar perto de mim, mas nunca passou disso. Afinal, eu era uma criança e preferia brincar de boneca a paquerar de verdade. Por coincidência foi o primeiro amor da minha prima também, que é mais nova que a gente. O que confirma que ele era interessante, ou no mínimo conseguia mexer com as mulheres da minha família. Com o passar dos anos, tudo sumiu. Acabamos nos tornando muito amigos, e hoje em dia nem passa na minha cabeça ter algo com ele.
Diego Cid – Meu primeiro namorado. Aquele que nem beijei. Nosso namoro foi coisinha fofa de criança, só podia pegar na mão. E eu adorava isso, vai entender. Nunca tivemos coragem de passar pra fase do beijo, aliais, ele tinha medo de falar comigo hahaha. E ainda terminou o namoro alegando que não conseguia fazer mais nada porque só pensava em mim. Posso com isso? Sempre tive um carinho que nem sei explicar pelo meu Pateta. Mas confesso que conforme fomos crescendo, isso foi acabando por causa de algumas atitudes dele. Estudei minha vida INTEIRA com ele, vi todos os namoros que ele teve e nunca senti ciúmes. Depois que saímos da escola, ele passou logo no vestibular e eu fiquei fazendo cursinho. Daí ele decidiu mudar de curso e fomos nos reencontrar no cursinho, e toda aquela amizade, consideração e respeito que tinha por ele antes, foi totalmente restabelecido. É uma pessoa que eu torço imensamente pra encontrar alguém que o ame de verdade. Não sei por que os namoros dele não duram.
Lucas – O vi a primeira vez jogando futebol aqui no conjunto. O conheci através do Marinho, que a primeira vista foi quem me interessou, foi àquela coisa só de olhar, nem sei como eles descobriram onde eu morava, mas um dia estava lá na frente de casa quando chegam o Lucas e o Jr, dizendo: “Nosso amigo Marinho quer te conhecer!”. Lembro que quase morri de nervoso e felicidade, afinal ele era um fofo, e eu estava mega interessada. E fui, até gostei do Marinho, só que depois quando o grupo inteiro já tinha se conhecido meu foco mudou completamente. O Marinho foi pra 2º plano. O Lucas era alto, interessante, magrinho e tinha um sorriso que me encantava. O jeito que ele falava me deixava nervosa!! Foi uma enrolação ate a gente ficar. Os dois eram muito tímidos. No dia que ia rolar meu pai ainda morava aqui em casa. Ai, ele ficou La na casa da Fer/Paula me esperando, mas acabou que eu não consegui sair daqui. Argh! Mas oks, depois de alguns dias, rolou. Lembro até hoje do jeito que ele beija. Só que depois de um tempo começamos a nos desentender, rolou uns desencontros e nunca mais ficamos. Hoje em dia não temos nenhum tipo de contato.
Ele ate passou por mim uns anos atrás, de mãos dadas com uma menina e simplesmente fingiu que não me conhecia. Babaca.
Saulo – O mais lindo! Já falei dele aqui. Sempre fomos muito amigos. E nem lembro quando começamos a sentir algo um pelo outro. Mas ele nunca tinha beijado e morria de vergonha. Nossa historia dava uma novela mexicana, como ele mesmo disse. Ele era o tipo de cara, que a escola inteira paquerava, e eu me achava porque ele gostava de mim. O primeiro beijo foi na Hype, numa festa qualquer que eu sempre ia. Meio desajeitado. Mas toda aquela sensação, o carinho, o jeito dele me encantavam e nem me importava com mais nada. Nem foi pra frente, eu nem lembro, mas acho que fiquei triste com isso. Ele namorou depois com a Thaisa, minha melhor amiga, ela veio pedir permissão e eu dei. Só que quando os vi juntos, jessuuuscristinho, que ciúmeeeeeees! Queria morrer! Mas passou... o carinho que eu sentia por ele também. E nem sei explicar essa saudade que andava sentindo da nossa amizade. Só que é uma coisa que dificilmente voltará a ser como antes.
Iguinho – soofrrii, coitada! Era aquele tipo de amizade sempre presente, nos falávamos todos dos dias, sobre todos os assuntos! Eu simplesmente me sentia bem pra falar com ele sobre todas as coisas. E como a tonta que sempre fui, acabei me apaixonando! O que foi A besteira! Nunca tive coragem de contar a ele o que sentia de verdade. Até que um dia, ele pede pra eu “armar” com a Evelyn (que na época era minha suuper amiga - irma). E eu fiz meu papel de amiga, DELE. Cheguei com ela e expliquei a situação, e disse que ficava a critério dela. E lá foi a diaba! Acha que ela se importou com o fato de eu ser apaixonada por ele? Nem. E ele não entendia nada, porque ela fez questão de não explicar. Ate que um dia, não agüentando mais participar daquela coisa, afinal, era muito apaixonada por ele, disse que não queria mais que ele me ligasse, porque eu gostava dele e tava sofrendo em vê-lo com ela, e que, portanto, alem de não ser mais amiga dela, gostaria de ficar um tempo longe dele, mas que não ia acabar nossa amizade. Aaai que ele foi entender. Puuf! Fiquei anos sem falar com ela, e com ele também. E acho que o namoro deles não durou nem dois meses, ela terminou pra ficar com o melhor amigo dele. hahahaha. Bem feito.
Eu sei que ele sempre teve um carinho enorme por mim e nunca quis me magoar. Eu era a irmãzinha dele. A verdade é que ele nunca esteve preparado pro que eu sentia por ele. Gostei dele por muito tempo e não nego. Mas passou. E graças a Deus.
Rodrigo – Esse é lindo, inteligente, bom filho, neto perfeito! Era mais velho que eu. Comecei a namorá-lo pra tentar esquecer o Iguinho. Nem lembro exatamente como nos conhecemos, e por mais que hoje em dia ele não participe mais da minha vida, ele me fez crescer muito, sabe? Aprendi a não esconder sentimentos. Nosso namoro dava muito certo. A mãe dele me adorava, mas nunca tive coragem de apresentá-lo pra minha mãe. Acho que isso é a maior prova de que nunca iria dar certo. Tinha uma loira, que ele já tinha namorado, e é daquelas bichas mal comidas que sempre quer o ex de volta quando ele tá feliz, que no momento que me viu, lascooou o beijo nele, num aniversário que a gente estava. Ele ficou totalmente sem reação, a empurrou, disse que tava namorando e que gostava de mim. Ela fez de propósito quando viu que eu estava chegando, isso não tem como ninguém negar. Mas usei isso como motivo pra terminar com ele. Tadinho. Ele é o carinha que sempre me amou e me mandava e-mails ate pouco tempo atrás, dizendo que me amava e que deixaria de casar de eu aceitasse ficar com ele. Mas nem. Não mesmo. Sempre desejei o bem dele, e sem que isso esta bem longe de mim.
Bruno – Minha irmã e o irmão dele eram amigos e sempre quiseram que a gente ficasse. Ai um dia disseram que eu queria falar com ele, e ele comigo.
"Alo"
"Alo"
"Oi Bruno"
"Oi Polly”... Silêncio.
"Você queria falar comigo? A minha irmã que disse.
"Eu não, e você? Queria falar comigo? O Junio que me botou aqui."
"Também não"
"Ah, então ta bom"
"Tchau"
"Tchau".
Nunca me passou pela cabeça ficar com ele, não fazia meu tipo: baixinho, meio gordinho usava um short engraçado, nunca foi bonitinho. Nossa relação começou numa brincadeira da Lara. Ele sentava atrás de mim e ficava fazendo carinho. Até hoje diz que eu que o beijou primeiro, mas nem foi! Mas realmente fui eu quem pediu pra namorar, e ele por sinal não aceitou! (que mico!) Ficamos durante sete meses. Ele simplesmente chegava aos lugares e não falava comigo. Mas depois pediu pra namorar e isso dura ate hoje. Nosso namoro sempre teve altos e baixos, já rolaram muitas coisas ruins que magoaram, mas que sempre ficam pra trás, mas que são lembradas em momentos de raiva, infelizmente. Tenho muitas coisas pra falar dele, afinal já são muitos anos... falar do nosso namoro a distância por um ano e seis meses, do que aprendi, da pessoa que ele é, e até das coisas ruins, mas isso fica pro próximo post. PROMETO!
5 comentários:
Ai! é tão bom, mas tão angustiante relembrar os antigos amores ne?
De vez em quando pego meus diarios antigos(sim, eu escrevia diarios), e da uma saudadezinha daquela epoca...
Nossa, tu tens uma memória boa hem!
Nem lembro de todas as minha paixões! rs
Que bom que tu voltou Polly!
Ando sumida msm, sem paciência pra escrever! rs
Ah tem post novo!
bjos
Muito interessante seu texto. Pelo que eu li os mais fofos foram o Rodrigo e o Bruno.
Caramba! Ninguém pode dizer que você não vive intensamente,né, Polly?
Um post muito interessante, recheado de detalhes sobre personalidades bem particulares. Cada um com seu jeito, mas você conseguiu descrever muito bem as características deles. E também sua reação ao que aconteceu no momento da convivência. Gostei muito!
E um bjooooooo!!!!!!!
Ah, fiquei curiosa e vou perguntar no carão: quantos anos você tem?
Meu primeiro namorado, aquele que quebrou meu coração pela primeira vez ): se chamava Bruno.
O seu primeiro tem quase o nome do escritor de Madame Bovary, a diferença é que o do Gustave tem um T no final: Flaubert.
Engraçado. Esse seu post me fez pensar nas minhas histórias de amor e acabou me trazendo uma sensação boa, como se tudo tivesse sido válido. Acho que isso é bom. E acredito que pra você escrever tudo isso aí é porque você tem essa consciência tranquila também (:
Beijos,
gostei daqui.
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