quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"hoje quero voce, amanha ja nao sei o que quero"


01h32min, vôo 1775 com destino a São Paulo.

Decidi que não quero mais sentir. Sentir essa saudade, esse sentimento que tenho há anos aqui comigo. Não é por ele, nem por mim, é por um “nós” que nunca vai de ser deixar um sonho, uma vontade que existiu duas vezes dentro do meu coração. To desistindo de “nós” pelo simples fato de que não quero mais criar coisas na minha cabeça, iludir meu coração, fazer coisas das quais não me orgulho, e o mais importante: atrapalhar minha vida.

Não há espaço pra magoas, dessa vez ninguém magoou ninguém, não teve certo ou um errado... Simplesmente descobri que não era pra ser, nosso “amor” não tava escrito nas estrelas, nem somos almas gêmeas, metade da laranja, tampa da panela, feijão com arroz, ou qualquer coisa do tipo.

Ele é um cara que eu gostei demais, mas que eu sempre soube que nunca ia me dar aquele tipo de relação de mão dupla, onde os dois se gostam e querem estar juntos. Aquele tipo de paixão que deixa a gente com vontade de estar perto, ficar abraçadinho, com cafuné ou coisinhas fofinhas de namorados. Quando tudo isso começou, eu sabia, sempre soube. Mas embarquei por sentir saudade, por gostar da conversa, de me lembrar como eu era antigamente.

Ele gosta de mim, claro, mas daquele jeito neh? Ele simplesmente me ama como amiga. Do tipo que se faz confidencias e bla bla bla. Eu e minha mania ridícula de gostar de amores platônicos. E ok, eu sempre soube conviver com isso, mesmo que numa época tenha sofrido, aprendi a não misturar as coisas (ate aquele dia inútil que me fez usar o MSN, falar com ele... e reviver a ilusão). Sabe o tipo de pessoa que te enrola? Que sabe direitinho como te encantar, te deixar boba? Ele.

Mas... A brincadeirinha acabou. Agora mais que nunca meu Sistema Imunológico vai reconhecê-lo de longe, e toda a cascata da reação inflamatória vai ser ativada pra me manter longe dele.

O engraçado é que não doeu, sabe? Eu simplesmente deixei acontecer... Esses 10 anos me fez acostumar com a ausência. Aquela ansiedade, a vontade de ver, de ligar, de falar, de malinar... Simplesmente passaram. Confesso que ainda sinto uma coceirinha no dedo pra ligar, mas ignoro.

As coisas mudam. Eu mudei, ele também. Não sou mais tão boba e ele não é mais tão encantador.

Um comentário:

Luifel disse...

É, infelizmente nós mudamos, as pessoas também mudam. O amor existe, mas ele precisa de manutenção ou morre, num é?

Sorte, guria!

Bjo!

PS: agora vou voltar postar com masi frequencia.